quarta-feira, dezembro 07, 2016

Lutero a malhar forte e feio - comprem o livro, minha gente!









terça-feira, dezembro 06, 2016

Ouvir

O arrependimento é Jesus a ser o amor com que queremos amar e não conseguimos.

O sermão de Domingo passado, chamado “Pedras em trabalho de parto”, pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, dezembro 02, 2016

Agora só dá Lutero - ou compram o livro ou endoidecem (vão à Wook e têm uma promoção onde recebem o "Ter Fé Na Cidade" como oferta)



terça-feira, novembro 29, 2016

Ouvir

Como é que vivo o facto de Jesus ter vindo e de ter de vir outra vez de uma maneira que não é um detalhe do ano mas o sentido da minha vida?
1. Sabendo que a vinda dele e a minha própria vida não está nas minhas mãos mas nas de Deus.
2. Sendo sério com as coisas comuns.
3. Aceitando que esta vida vai chegar ao fim.

O sermão de Domingo passado, chamado "Ter a Vida Toda na Vinda de Jesus" e o primeiro do Advento deste ano, pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, novembro 25, 2016

Flores em Nova Iorque

No espaço de um mês fui a Nova Iorque e a Roma. Não é possível fazer justiça escrita ao privilégio que foi visitar estas duas cidades, mas também não quero perder a oportunidade de tomar nota de algumas coisas. A memória é sagrada e é um sacrilégio não a usar enquanto está fresca.

Nova Iorque é a cidade moderna, que é cidade principalmente na medida em que anula a velha cidade - em Nova Iorque não se celebra uma identidade local específica mas celebra-se uma identidade feita de muitas localidades. Não quero ir longe demais nas minhas analogias de travo teológico, mas há uma característica de Nova Iorque que é como a da Nova Jerusalém, a cidade eterna onde viveremos para sempre com Deus. Em Nova Iorque não mergulhamos numa cultura específica porque Nova Iorque cresceu e desenvolveu-se em torno da ideia de que a América é a terra ideal porque é a terra que deve ser habitada por pessoas de todas as terras. Venham até mim, diz a Estátua da Liberdade. Mesmo que desiluda uns quantos, o projecto inicial é ainda acalentado por muitos. A pessoa que está em Nova Iorque está em muitas cidades ao mesmo tempo. De certo modo, Nova Iorque pode ser uma Roma refeita modernamente.

Estive numa conferência evangélica chamada "Global Movement Day" onde o conceito é precisamente o serviço às cidades. Fiz parte de uma pequena multidão de pessoas de todo o mundo que quer materializar a sua fé em Cristo servindo os seus concidadãos. Impressionaram-me sobretudo os cristãos da Índia, da China e da África do Sul. Os dois primeiros grupos falaram ao meu coração porque a Igreja da Lapa ora muito por eles, tendo em conta o contexto de perseguição religiosa que suportam (e porque o Sermão do Monte, que se tornou um texto mais diário para mim durante este ano, é tão claro a dizer que os que sofrem perseguições são maiores no céu do que os que não sofrem). Por outro lado, e por alguma razão que não entendi completamente, havia mesmo muitos sul-africanos. As reuniões promoviam alguns momentos de oração espontânea entre a assistência e, por causa disso, ao ficar com um sul-africano tive de pela primeira vez na vida orar em inglês. Uma experiência interessante - falar com o Criador numa língua diferente daquela em que nascemos.

Como passei uma semana completa em Nova Iorque, tive oportunidade de ter um Domingo inteiro para devotar à comunhão dos santos. A comunhão dos santos pode parecer um termo pomposo mas também quer dizer que qualquer cristão decente valoriza o Domingo de um modo especial. Se o Domingo não for especial para um cristão, não devemos confiar muito na credibilidade desse cristão. Porque a eternidade é um Domingo infinito, o Dia do Senhor é santificado e desejado por aqueles que crêem que o túmulo de Jesus ficou vazio. Agora imaginem-me num território tão protestantemente rico como Nova Iorque - foi turismo religioso a sério! A primeira igreja que visitei (juntamente com os outros portugueses que estavam comigo no grupo) foi a Redeemer Presbyterian Church do Pastor Tim Keller. Como devo ser dos maiores kelleristas lusitanos, tive a bênção imerecida de acertar no serviço de culto em que ele pregou. Esse serviço de culto é o mais litúrgico da Redeemer, onde a música é de sabor mais erudito e a ordem do culto detalhada. Foi muito bom. Sabem uma das coisas que mais me impressionou e mais me encorajou a ser um valente bota-de-elástico? A ausência de ecrãs. A Redeemer alcançava naquele serviço de culto mais de mil pessoas e não tinha um único ecrã. Funcionava à antiga com boletim impresso. Tele-dependentes do mundo, aprendam!

A segunda igreja que visitámos foi a Times Square Church, aberta pelo mítico David Wilkerson, já com o Senhor. Foi na Times Square que dois dos crentes da Igreja da Lapa nasceram de novo, por isso já amava aquela comunidade antes de a visitar. Apesar de ser non-denominational, o culto é um culto pentecostal à antiga, com cânticos velhos e novos, com coral potente e banda de fazer inveja aos talkshows americanos. Os pastores, todos sentados de lado, apresentam-se como deve ser: de fato e gravata (esta é uma pequena provocação aos meus colegas pastores novos, no geral mal-vestidos e sem sentido estético de como se apresentarem num culto ao Senhor - sim, é o Tiago Cavaco que vos diz para se vestirem como se fossem homens crescidos! - é por estas e por outras que os católicos romanos fazem pouco de nós e com razão).

Por fim, fomos à Hillsong. A Hillsong, para quem não conhece, é uma igreja que ganhou asas com a força carismática da década de 90 e que, inesperadamente e contra tudo e contra todos, sobreviveu à onda calvinista e continua a crescer. A Hillsong não é definitivamente a minha praia e, tendo em conta que aquela que visitámos em Nova Iorque se reunia no Playcenter Theatre que na prática era um velha discoteca, não consigo e não quero apanhar ondas formadas na ideia de que o louvor é culturalmente neutro e portanto é igual adorar num contexto geralmente usado para a vida nocturna pagã. Não me quero meter em discussões à custa disto, simplesmente lembro as palavras do velho apóstolo Macluhan quando dizia que media is the message. Prefiro concentrar-me nas coisas boas que lá vi e que me impressionaram: aquela miudagem dá o litro para atingir pessoas que geralmente não entrariam em qualquer tipo de igreja e, nesse sentido, as Hillsongs desta vida têm muito para ensinar a calvinistas rabugentos como eu (e tive pena de não ser o Carl Lentz a pregar porque, apesar do ar que ele tem de quem acabou de sair dos saldos da H&M, reconheço que o homem tem magnetismo).

Por falar em espaços sagrados, a Barnes & Noble da quinta avenida (seria a quinta mesmo?) continua uma maravilha. Os americanos são um povo que valoriza o trabalho ao ponto da idolatria (que já é uma desvalorização) e por isso é sempre interessante voltar a ver os livros sobre negócios tratados com um destaque que impressiona uma alma latina, convicta de que o negócio é uma prostituição da literatura. Comprei o "Hillbilly Elegy" do J. D. Vance e o "You Are What You Love" do James K. A. Smith e recomendo os dois. Acompanhou-me na primeira digressão o meu amigo Nuno Fonseca, companheiro fiel de campanhas andadas e faladas (não é possível fazer nestas linhas justiça a quanto a companhia do Nuno Fonseca tornou para mim a viagem a Nova Iorque especial).

O que se torna cada vez mais difícil nestas viagens é a ausência da família. Estive uma semana sem a Ana Rute e sem os meninos e custa. Ainda por cima, Nova Iorque é a cidade do coração do casal Cavaco. Hoje em dia a internet alivia porque o wifi dava para chamadas via WhatsApp e sempre ouvia as vozes deles diariamente. Mas viajar também é uma lição de sobrevivência. No segundo dia senti-me doente (porque comi uma sopa de supermercado a escaldar que me queimou a garganta) e no quarto de hotel estupidamente central, perto da Times Square, só conseguia pensar na minha mulher e nos meus filhos - podemos estar no centro do mundo moderno mas de que nos serve isso quando os que mais amamos estão longe?

A meio da semana, na noite de quarta-feira fomos a uma reunião de oração na Calvary Baptist Church (que era a dona do hotel onde estávamos hospedados) e fiquei consolado por ver que Lisboa não é diferente de Nova Iorque: numa igreja americana de muitas mais pessoas que a Lapa, estavam cerca de 30 pessoas. As reuniões de oração durante a semana parecem ser uma verdadeira resistência contra-cultural, feitas de um pequeno grupo de teimosos que insiste em ir até à igreja mesmo quando a igreja fica longe de casa. Mas, ei-las! Humildes e garbosas! Com o mesmo tipo de dinâmica feita de velhinhos com preces demasiado longas e detalhadas em informação sobre a vida de terceiros, e pastores que os atropelam a favor da brevidade e do combate contra a coscuvilhice. Nova Iorque, Lisboa? É tudo a mesma coisa. Esta também é a universalidade da igreja.

O grupo português era feito de amigos e de algumas pessoas que conheci pela primeira vez. Foi um bom grupo! Os portugueses são especiais, perdoem-me a franqueza. Chegamos atrasados a uma reunião de europeus e fazemos estrilho quando assinalam a nossa chegada. Não somos italianos (já irei a este assunto em texto futuro) mas temos um certo prazer em notarem que existimos, nem que seja à custa de não permitirmos que a falta de ordem cancele a pertinência de estarmos vivos. São quase novecentos anos desta arte. No grupo português tentei evitar algumas discussões sobre assuntos polémicos que só servem para ficar na posição mais desconfortável, de defender causas perdidas e tidas como ultrapassadas (fugi da discussão sobre a ordenação feminina mas a discussão sobre a ordenação feminina apanhou-me). Ainda assim, conseguimos discutir mantendo a amizade. Diria que esta capacidade de manter a amizade no meio da discórdia é dos pontos fortes dos portugueses, ao mesmo tempo que também é um ponto fraco. Como assim? Porque amarmo-nos na divergência pode ser um valor do evangelho. Mas também é verdade que amarmo-nos em qualquer divergência também pode significar que subordinamos a verdade à amizade. Deus nos ajude a distinguir uma coisa da outra.

Sempre que ouço cristãos de outros lugares falarem acerca dos seus problemas apercebo-me que aquilo que nos chega via comunicação social é uma pequeníssima e muito parcial parte do que realmente acontece. Por exemplo, os cristãos do Líbano têm uma visão bem diferente da recente crise de refugiados, bem longe das afirmações fáceis da filantropia distante europeia - para quem tem custos em receber refugiados o mundo é mais do que uma Disneylândia movida a generosidade teórica. Sempre a aprender...

Dormir perto da Times Square significa o cliché na prática: Nova Iorque é mesmo a cidade que nunca dorme. Estávamos no nono andar e mesmo assim a noite amplificava permanentemente os táxis e carros de serviço que mantêm a metrópole a funcionar 24 horas por dia. Os supermercados Duane Reade não fecham, as sarjetas expelem aquele vapor que julgávamos um exagero cénico dos filmes, há pessoas a fazer jogging em qualquer hora - Nova Iorque não pára.

Uma vez fui correr para o Central Park. É: sou esse tipo de homem cosmopolita. Deveriam ter visto a camisola que usei, emprestada pelo meu parceiro de quarto Nuno Ornellas (que me aturou pacientemente.) Era florida e dizem que colocava os nova-iorquinos a olhar para mim. That's the way I am, muito macho mas sempre com uma superfície floral que me amacia.


quinta-feira, novembro 24, 2016

Ouvir

O último sermão da série sobre os livros de Esdras e Neemias, pregado pelo Filipe Sousa na Igreja da Lapa, pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 22, 2016

Fui ali a Roma pregar um sermão em inglês

terça-feira, novembro 15, 2016

Ouvir

Por um lado, queremos encontrar o sentido para a vida. Por outro lado, já nos fizemos confortáveis com o facto de a vida não ter grande sentido. Depois, esbarramos de frente com pessoas parecidas com os judeus neste texto de Neemias 12. Esbarramos com pessoas que fazem coisas estranhas, com coreografias e músicas e rituais, porque acreditam que há um sentido espiritual para as coisas físicas.

O sermão de Domingo passado, chamado "Tornar Sagrado é o Segredo", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Imitar os que amamos













Obrigado Pai e obrigado Daniel Jonas.

quarta-feira, novembro 09, 2016

Num dia tão político como hoje

Que tal pensarmos um pouco sobre fé e espaço público enquanto assistimos a uma conversa com a Assunção Cristas?

terça-feira, novembro 08, 2016

Ouvir

Jerusalém é uma cidade que serve para honrar Deus e, em função disto, servir todos os homens. Jerusalém pode ser uma cidade boa porque é sensível ao facto de Deus ser bom.

O sermão de Domingo passado, chamado "Viver na cidade como Jesus morreu na cruz", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Para entrarmos felizes no fim-de-semana

Vejam esta conversa animadíssima que tivemos com a Ana Bacalhau na Lapa, com direito a três músicas e tudo!

quinta-feira, novembro 03, 2016

A Mafalda Ribeiro esteve na Lapa no Fim-de-Semana Cheio

E partilhou a sua fé connosco. É uma conversa rara que vale a pena ser ouvida.

quarta-feira, novembro 02, 2016

Ouvir

A morte de Jesus na cruz é o sinal de que a palavra pede comportamento. Se o comportamento não fosse um resultado da palavra, Jesus não precisava de ser ter exposto a morrer crucificado. De cada vez que vivemos a fugir de que a palavra tenha um resultado prático no modo como vivemos, é como se disséssemos que Jesus só morreu na cruz porque foi um legalista. E Jesus não foi um legalista. Jesus morreu e ressuscitou para que vivamos em prática a palavra da vida que nos foi dada.

O sermão de Domingo passado, chamado "Se a fé não for prática, Jesus é um legalista", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 01, 2016

Num dia de descanso como o de hoje

É instrutivo entender o esforço de uma família americana para viver em Portugal. Vejam a Hannah e o Mark Bustrum a explicarem-nos como é que se faz.

segunda-feira, outubro 31, 2016

499 anos depois

Os protestantes continuam a pensar sobre o que andam a fazer.

terça-feira, outubro 18, 2016

Ouvir

Dêem ouvidos a um sermão soberbo que o Pr. René Breuel pregou na Igreja da Lapa no Domingo passado. Foi uma honra recebê-lo! Menos de trinta minutos de beleza profética e com imagem e tudo!

quinta-feira, outubro 13, 2016

Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa

Na era da internet a divergência resume-se frequentemente a má educação. Como é que os miúdos de agora podem acreditar em liberdade de expressão se ela é representada por vídeos virais com gente aos gritos? Sabemos ou não conversar com quem discordamos a sério?

O Adolfo Mesquita Nunes vem da direita, o João Galamba vem da esquerda e encontram-se numa esquina chamada Igreja da Lapa. Vão tratar-se bem um ao outro e nós vamos tratar bem deles os dois. Isto vai acontecer no próximo Sábado, 15 de Outubro, às 18.30h. A não perder!


Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa

Os evangélicos lembram-se dos tempos quentes dos referendos acerco do aborto. Se o primeiro correu bem, o segundo nem por isso. Parece que desde essa derrota metemos todos a viola no saco e assumimos que nada mais havia a fazer. As Marchas Pela Vida são calcorreadas por um número bastante pequeno de católicos e protestantes nem vê-los. Como é - defendemos a vida ou apenas quando a maioria está connosco?

Entretanto, chega o assunto da eutanásia e uns quantos suspiram com receio de réplicas. São poucos os que gostam que o grupo os rotule de conservadores. E talvez seja mesmo o caso de já não termos coragem para querer conservar grande coisa.

O Pedro Gil é um católico que não desiste. O Henrique Raposo é um escritor habituado a levar pancada. O João Miguel Tavares é céptico em relação a algumas certezas modernas. E o Paulo Pedro Luvumba é do número quase invisível de evangélicos que marcha mesmo contra o aborto. Conversarão sobre se ainda estamos a fim de defender a vida ou nem por isso. É às 16.30h de próximo Sábado, 15 de Outubro, e é imperdível.



Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa

É o primeiro político a sério que recebemos na Igreja da Lapa. Mais curioso ainda pelo facto de ser uma política. E não é que desde que aceitou o convite para o Fim-de-Semana Cheio na Lapa de 2016 meteu-se noutra aventura ainda que é candidatar-se à Câmara Municipal de Lisboa?

Assunção Cristas é uma mulher que não sabe viver sem aceitar desafios. Porque os vive com fé, aumenta a nossa vontade de conversarmos. Vamos receber a mãe, a crente e a presidente de um partido para uma hora e meia de diálogo. Por que razão havíamos de falhar?


quarta-feira, outubro 12, 2016

Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa de 2016

 A Ana Bacalhau chegou a ter o nome confirmado para o Fim-de-Semana Cheio na Lapa do ano passado mas na altura acabou por não acontecer. Naturalmente, não desistimos da ideia e a Ana não desistiu de nós também. Chegue então o meio-dia de Sábado 15 de Outubro para finalmente a podermos receber na Igreja da Lapa.

É quase impossível viver em Portugal e não conhecer os Deolinda. Eles trouxeram-nos melodias e histórias que acolhemos por sabermos identificá-las no nosso dia-a-dia e no nosso país. É como se nascesse algo novo do que é habitualmente nosso - este dom tem estado na voz da Ana Bacalhau e essa é apenas mais uma razão para querermos ouvi-la.

Venham!

Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa de 2016

Há uns meses a Mafalda Ribeiro deu uma entrevista ao programa "Alta Definição" da SIC e espalhou-se a imagem de uma mulher de grande movimento que vive sentada. Melhor ainda: uma mulher que sorri sobre rodas.

A Mafalda Ribeiro é uma pessoa de fé e por isso há todas as razões para a querermos ouvir no Fim-de-Semana Cheio na Lapa. No próximo Sábado, 15 de Outubro, às 10.30h vamos ouvi-la e fazer-lhe perguntas. Será uma grande oportunidade.

Venham!


terça-feira, outubro 11, 2016

Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa de 2016

A Hannah, o Mark e as três filhas que têm já estão em Portugal há quase uma década. Como os nomes deles podem deixar adivinhar, vieram dos Estados Unidos. Ora, já alguma vez pensámos sobre a experiência de vir dos Estados Unidos para um país como Portugal? Pode ser uma coisa assim meio louca, não?

Durante meia-hora a Hannah e o Mark vão explicar (e na língua deles) como é que uma família americana sobrevive em Portugal. Não há referências históricas de uma confissão destas ter acontecido em público. Vai ser um evento único.

Começa sem falta às 9.30h de Sábado de manhã (até porque os anglo-saxónicos usam relógio) e vocês não devem falhar.



Ouvir

Olhem para este paradoxo: o pecado é o que mais nos envergonha mas confessá-lo é sinal de que estamos a ser libertos dele. Se alguém deseja uma igreja que não se mete nesse negócio sujo de confessar os pecados, fuja desta rapidamente. Se alguém quer uma igreja em que a adoração é feita em função de uma satisfação superficial, de festas e sorrisos e exuberâncias, ponha-se a milhas desta! A Igreja da Lapa acredita mesmo que o pecado na nossa vida é um problema sério ao ponto de ter sido necessário que Jesus viesse morrer na cruz para tratar dele de uma vez por todas.

O sermão de Domingo passado, chamado "Quando a adoração pede muito de nós e quando nós damos muito à adoração", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, outubro 10, 2016

Antecipando o Fim-de-Semana Cheio na Lapa de 2016

Está quase! Esta Sexta-feira damos o pontapé de saída com um encontro que oferece uma pequena provocação: "Os evangélicos - essa espécie esquisita".

Ao contrário do que pode parecer, não se deseja a típica conversa do contra que hoje em dia polui as redes sociais. Não precisamos de mais evangélicos a dizer mal de outros evangélicos, num farisaísmo disfarçado de capacidade crítica.

O objectivo é outro. É, com alguma humildade e sentido de humor, assumir que nem sempre é fácil compreender os evangélicos quando eles são vistos de fora. Logo, o que pedimos a cada participante no painel é precisamente isso: pegar em algum aspecto dessa incompreensão e tentar dar-lhe luz.

No painel estará:

- António Calaim, presidente da Aliança Evangélica Portuguesa;

- Adelaide Sousa Richardson, actriz que se tornou evangélica nos Estados Unidos;

- René Breuel, que sendo brasileiro abriu uma igreja evangélica em Roma;

- Timóteo Cavaco, entusiasta da leitura bíblica e estudante de História;

- e Mário Avelar, que não sendo evangélico conhece-os bem a partir do facto de ensinar Literatura Americana na Universidade de Lisboa.

Venham na próxima Sexta às 20.30h!



terça-feira, outubro 04, 2016

Ouvir

A distração domina-nos limitando quem somos, como uma verdadeira Babilónia. O sermão de Domingo passado, chamado "A distração é um exílio", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, setembro 30, 2016

Estamos a duas semanas do Fim-de-Semana Cheio

E como o vídeo mostra, será imperdível.


quinta-feira, setembro 29, 2016

O Compacto de Férias Voz do Deserto 2016

- O início das férias deste ano começou com uma experiência completamente nova: doze dias sem a mulher da casa. Nunca tinha passado tanto tempo longe da minha mulher. A Ana Rute foi aos Estados Unidos a uma conferência e aproveitou para visitar a família lá (os meus cunhados e sobrinhos). Não vou estar aqui a desfiar pormenores porque o pudor é bonito. Mas diria, para o benefício da população em geral, que os maridos lucram da ausência das suas mulheres para terem uma consciência mais viva de quanto dependemos delas. E uso o verbo depender intencionalmente. Há quem possa ficar escandalizado por falar em dependência, como se a minha relação com a Rute fosse uma relação de interesse.  E foi por isto mesmo que usei o verbo depender, porque a minha relação com a Rute é mesmo de interesse. Eu dependo da Rute e esta é das características mais importantes do casamento. A partir do momento em que duas pessoas se casam, elas passam a depender uma da outra, ao ponto de toda a existência ficar nuclearmente desfalcada na ausência de um deles. Logo, doze dias sem a Ana Rute demonstraram-me que sem ela a casa emperra (levei uma hora a estender a roupa, por exemplo) e, mesmo que faça muito bem ao Tiago (aprender a) fazer as coisas que habitualmente a Ana Rute garante, o próprio Tiago também acaba emperrado sem a Ana Rute muito além das tarefas domésticas. A disfuncionalidade da casa na ausência de um dos cônjuges também pode ser um sinal da saúde de um casamento. Também é quando nos apercebemos que dependemos mesmo uns dos outros, que sabemos que estamos a viver o casamento como ele foi planeado: uma transformação espiritual de dois num só. Eu amo a Ana Rute por interesse também porque a presença dela é a coisa que mais me interessa. A presença da Ana Rute interessa-me completamente, seja no domínio das tarefas da casa, seja no domínios das tarefas da alma. Se a Ana Rute se vai, fica uma fraquíssima versão do Tiago. Mas Deus conseguiu fazer-nos sobreviver.

- Durante os dias de ausência da Ana Rute a nossa mais velha fez exames. Ora, a nossa mais velha fez exames porque está em ensino doméstico. Levar uma aluna em ensino doméstico a fazer exames numa escola oficial pode ser uma experiência bonita e bélica. Bonita porque encontramos uma surpresa sincera com "a menina do ensino doméstico", como lhe chamavam os professores (havia mais um menino na mesma condição mas que não apareceu para os exames). Bélica porque aqui e ali há perguntas ideologicamente armadilhadas que inquirem sobre os porquês da decisão, sobre as necessidades de "socialização", sobre os planos futuros. Não me armo em vítima porque acho que este é um dos preços a pagar. E também acho bem que me façam perguntas ideologicamente armadilhadas porque não me interessam as perguntas sem ideologia. Por outro lado, sou filho de uma professora, irmão de professoras, e conheço bem a espécie (que amo). Eu próprio dei aulas de moral evangélica no Liceu que frequentei em Queluz. Portugal é um país ideologicamente socialista e quase todos (mesmo aqueles que supostamente não se identificam com o socialismo) operam sob as normas dele. Que normas são essas? Uma delas é esta, a de competir ao Estado o ensino dos mais novos. Eu não sou contra que o Estado se envolva seriamente na escolarização dos seus cidadãos (o que teria sido de mim se não tivesse estudado em escolas públicas?). Mas o facto de não ser contra o ensino público não significa que acredite no princípio socialista de que compete ao Estado educar. Não. Como cristão que sou, creio que compete aos pais a educação dos filhos. Isto não significa que tenham de ser eles os agentes activos dela (quem lhes dá aulas, por exemplo), mas significa que cabe aos pais decidirem sobre a educação dos seus filhos. Menos do que isto é totalitarismo. E lamento que a Europa não perceba que não é preciso ter um ditador para operar sob um princípio totalitarista. Logo, de cada vez que os bem-intencionados braços do Estado me inquirem acerca da minha liberdade de educar diferentemente, tento não responder com cinismo. Percebo que a grande maioria não perceba que possa haver vida além dos dogmas socialistas nos quais foram criados. Volta e meia faz-me bem caber-me a mim o papel do herético. By the way, os resultados da nossa filha foram bastante satisfatórios.

- Pelo segundo ano seguido não fomos até Cabanas de Tavira. Este ano passámos uma semana e pouco no Parque de Campismo Sitava em Vila Nova de Milfontes. Já lá tínhamos passado dois dias no ano passado mas agora deu para mais uns quantos num bungalow muito bonito e funcional. Se dissessem ao Tiago de 1980 e troca o passo que o campismo futuro que faria seria em bungalows, eu diria que o Tiago do futuro se aburguesou. E cá estou a reconhecer o facto. O meu campismo ideal é o do bungalow, coisa que no Sitava é perfeita pela sua organização impecável entre áreas de bungalows, roulottes e tendas.

- O dia de praia da Quarta-feira 6 de Julho de 2016 em São Torpes corre o risco de se tornar o melhor dia de praia da minha vida. Já tinha estado em São Torpes antes mas a última vez talvez tenha sido há 25 anos. Sabia que a água ficava quente por causa da central termoeléctrica (é isto que está ao lado da praia, certo?), sabia da limpidez da água, sabia da areia meio preta. Mas ter três entradas na água com a Rute e os miúdos em que só saíamos ao fim de muito tempo (e porque a magreza do Caleb acaba a fazê-lo bater o dente) foi uma surpresa maior do que a previsão mais optimista. A água de São Torpes é, para quem gosta de estar no mar como quem é massajado, a melhor do país. Além disso, a praia é mesmo bonita e o povo civilizado (a miudagem da escola de surf esticava-se mais na linguagem mas, ok, a pessoa dá o desconto).

- O ponto alto desse dia de praia em São Torpes foi ouvir os miúdos rapidamente declararem desejos de se mudarem para viverem ali nas imediações e, no topo das declarações deles, o Caleb dizer: "que beleza!" Podem perguntar: o que há de especial em um miúdo de seis anos dizer "que beleza!"? E eu dir-vos-ei que ter os meus miúdos e exclamarem espontaneamente a beleza à volta deles é a prova de que eles estão a ser catequizados. O cristianismo é uma fé que se vê tanto na ética como na estética, vê-se tanto no reconhecimento do bom como no reconhecimento do belo. Os meus miúdos, que levam uma ensaboadela calvinista diária acerca do que deve e não deve ser feito, têm de ser também miúdos com olhos para aquilo que é bonito. Se assim não for, estou apenas a formar fariseus e não adoradores. Eu fico muito contente porque os meus miúdos sabem de cor os Dez Mandamentos, o Pai Nosso e o Credo Apostólico. E fico igualmente contente porque estou convicto que o facto de os meus miúdos saberem de cor os Dez Mandamentos, o Pai Nosso e o Credo Apostólico os ajuda a confessar que, usando as palavras do Caleb, a praia de São Torpes é "uma beleza!"

- Sines é uma cidade que começa a desenvolver uma relação séria com a Família Cavaco. É curioso porque Sines foi onde os meus pais passaram a sua lua-de-mel. Em 2010 dei um concerto no pequeno mas elegante auditório municipal de Sines, numa ocasião em que tinha agente e tudo. Que saudades tenho do Pedro Santos, o meu agente na altura, que fez tanto por mim. Se vivesse hoje o que vivi há meia dúzia de anos, tinha apreciado mais o trabalho do Pedro e tinha aproveitado mais as portas que abriu para mim e que na altura não quis atravessar (Pedro, se estiveres a ler isto, o meu pedido de perdão pela minha desatenção e ingratidão, e um grande abraço de reconhecimento pelo que fizeste por mim!). Mas, voltando a Sines, agrada-me a cidade. Pequena mas com uma praia bonita, uma biblioteca muito agradável (pelo que entendi, associada ao auditório municipal), e um pequeno polo comercial útil para quem anda armado em turista com filhos na zona (sim, é preferível poder escolher entre um McDonald's e outra coisa qualquer, a não poder escolher entre um McDonald's e outra coisa qualquer). Sines também tem a Igreja Evangélica mais portuguesa que conheço, na medida que usa o que já foi uma capela católica romana.

- Três dos nossos quatro miúdos andaram na natação durante um ano. Já nadam melhor que eu. Explico: eu nado crawl marinhense que herdei do meu pai que aprendeu a nadar nos mares agitados junto à Marinha Grande. O que é o crawl marinhense? É aquele crawl em que a pessoa efectivamente nada mas sem respirar da maneira certa, e perdendo grande parte da graciosidade de uma cabeça mais fixa na movimentação corporal. Os meus miúdos, qual quê!, já têm o dispositivo correcto todo artilhado e a funcionar. Ainda não são nadadores completamente competentes mas em menos de nada puseram o pai de lado. Incrível.

- Passámos a Conferência Bíblica em Água de Madeiros, como de costume. Os palestrantes eram Franklin Ferreira do Brasil e Manuel Alexandre Júnior. Eu estive envolvido na organização. Foi um privilégio estar na primeira fila a ouvir estes homens: o Franklin a usar uma hora e meia para falar sobre a Trindade a baptistas portugueses a partir de Agostinho foi um milagre que não julgaria vir a presenciar; e o Alexandre a destilar puras masterclasses de exegese na Carta aos Efésios à medida que avançava no texto foi outra incredibilidade. Não nego que fiquei insatisfeito pelo descumprimento dos horários. Estou habituado a tolerá-los nos outros mas tenho dificuldade em tolerar derrapagens de horários quando estou envolvido na organização.

- Também voltámos a estar com o Valdemar e a Simone Kroker, que este anos trouxeram o Hari e a Connie (irmão do Valdemar e sua cunhada). A Família Kroker cresce no coração da Família Cavaco. O Brasil é um país incrível. A Família Kroker tem origem nos refugiados anabaptistas da Rússia que criaram comunidades no Brasil. Foram educados a falar um dialecto alemão antes ainda de aprenderem o português. É uma viagem cultural incrível, impossível de encontrar num país tão pequeno como Portugal. A generosidade dos Kroker está à altura do país de onde vêm.

- O que é que eu e a Ana Rute nos permitimos fazer em Agosto? Confesso: um mês de Netflix à experiência. Céus! O "Stranger Things" marchou logo. Gostei, apesar de reconhecer que a graça da série tem mais a ver com o prazer que sacamos sacramentalmente da nostalgia do que propriamente da sua qualidade narrativa. Ou seja, para mim e para muitos basta a realização escorreita com as homenagens aos mestres Spielberg e Carpenter para nos darmos por contentes. Como os realizadores não estragam muito, muito conseguem. Mas é facto que não há qualquer golpe de asa realmente criativo a acontecer em "Stranger Things". Bem feito, bom resultado - that's it! Depois marchou o "Narcos". Já o "Narcos" é outra sopa. Por um lado, é complicado: sou cristão e há demasiada indecência no "Narcos" (e honestamente não sei se um cristão deveria estar exposto a uma série como estas - é honesto o meu dilema!). Por outro, a competência narrativa da série é de facto assinalável. Um bandido pode ser tratado artisticamente ao ponto de percebermos que a maldade é tão perigosa quanto atraente. Por exemplo, o momento em que Escobar ameaça as autoridades alemãs por não permitirem a entrada da sua família no país suscita-nos aquele tipo de genuína admiração por um monstro que reafirma a pertinência da oração cristã pedir que Deus não nos deixe cair em tentação mas nos livre do mal. Simplificando: precisamos de ser livres do mal porque o mal tem um estilo do cacete. Escobar, impecavelmente interpretado por Wagner Moura (esqueçam a questão da pronúncia que ela é irrelevante tendo em conta a força da representação), é das melhores personagens que vi em ecrã nos últimos tempos. E Wagner consegue dignificar o gesto desmazelado de puxar as calças para cima. Marchou ainda o "The Making Of A Murderer" que é um série documental arrepiante. Põe-nos dentro de uma história macabra, sendo que o macabro vai tanto da necessidade de castigar o mal como da fatalidade que é errar tentando castigar o mal. Isto tudo para vos dizer que a auto-indulgência audiovisual a que nos permitimos durante Agosto meteu-nos no ritmo satânico das "séries". Temos de nos livrar dele agora.

- Apesar de termos passado a grande parte do Agosto em Oeiras, fomos numa pequena grande aventura (diria pequena enorme aventura). A Ana Rute já antes tinha sonhado com conhecer as Berlengas e a isso nos dispusemos. Como é que vos posso falar das Berlengas? Vou usar uma expressão do meu Tio Joel: fui lá duas vezes - a primeira e a última. Agora não a quero usar em tom de desincentivo porque a Ilha Berlenga (a maior, que tem esse nome e onde estivemos) é certamente dos lugares mais bonitos que Portugal tem para mostrar. Iria mais longe e diria que a Berlenga é tão intensamente bonita que nem parece que estamos em Portugal (no fundo, o problema é meu e de muitos, de admitir sem reservas que o nosso país é maravilhoso). A Ana Rute escreveu e com razão que não há ateus nas Berlengas - a sua beleza é tal que fica mais fácil acreditar que teve de ser um grande e competentíssimo Criador a criá-la com tanta arte. Por outro lado, a frase da Ana Rute também se aplica no sentido mais negativo. É difícil chegar às Berlengas sem clamar a uma divindade por socorro. Que viagem de barco, céus. Para terem ideia do calibre da experiência, eu, que julgava que não gostava de andar de avião, tive saudades de voar. Apesar de supostamente irmos preparados (tínhamos lido na net que a coisa era intensa), o que vivemos foi muito além do que esperávamos. Nos primeiros 15 minutos a agitação do mar era ainda vista como um divertimento. Parecia que o barco (que não era tão pequeno assim, levando cerca de uma centena de pessoas) surfava as ondas. As pessoas gritavam "Uhh!" em uníssono, quase num espírito de excursão no secundário. Passado esse tempo, as ondas começam a chegar aos pés dos tripulantes, sentados a pelo menos dois metros de altura sobre elas, e os gritinhos entusiasmados calam-se. O barco começa a ter movimentos ascendentes e descendentes de uma ordem que não dava para imaginar quando é que eles chegavam ao fim. Na prática, já não era o barco que se sobrepunha às ondas (como geralmente acontece na escassa experiência marítima que tenho), mas eram as ondas que se sobrepunham ao barco. Os primeiros a perderem a voz e a cor foram os estrangeiros, provavelmente perdidos na (falta de) tradução que aquele turismo era mais radical do que esperavam. Mas de seguida foram os próprios portugueses. Os nossos rapazes, o Joaquim e o Caleb, depois de uma primeira fase em que iam armados em espertos a gozar (especialmente o Joaquim), passaram para o pânico puro. O Joaquim chorou e chorou, convicto de que iria morrer. Eu, felizmente mais concentrado em acalmar o Joaquim, não posso dizer que escapei completamente ao estado de espírito dele. Refugiámo-nos os dois na parte inferior e coberta do barco, que ironicamente tornava a leitura racional da navegação mais dramática: as pequenas janelas volta e meia só tinham mar para mostrar porque as ondas engoliam o típico horizonte do céu - sentíamo-nos a rasgar o oceano como que num submarino que infelizmente está muito mal vedado. O mar é a coisa mais assustadora de todas, já a Bíblia ensina. Saí da viagem mais convicto ainda de que grande parte do ateísmo dos nossos dias vive numa suspensão concreta da realidade. As pessoas acreditam menos em Deus porque se expõem muito menos a perigos, uma realidade que era comum antigamente. Quem conhece bem a natureza, sabe que ela tem momentos em que não é mãe nenhuma - é madrasta mesma e das mais cruéis. Ir às Berlengas é obrigatório por estas duas razões: a beleza e a fé. Mesmo quem não acredita, dificilmente viaja até lá sem deixar escapar uma oração.

- Como no ano passado, meti-me a terminar um livro no fim das férias. Se Deus quiser, terão dentro de um mês um livrinho meu (que não é assim tão livrinho no tamanho, já cai mais para o livro mesmo) sobre Martinho Lutero. Os meus neurónios iam derretendo nesta fase final, ao acabá-lo e revê-lo. Apercebi-me de que é das coisas intelectualmente mais duras que fiz, ou então é mesmo só um sinal que vou perdendo a juventude de outros tempos. O facto é que, de todos os livros que escrevi (também ainda só foram três além deste), este é o mais sangue na guelra. É uma apologia descarada de Lutero e por isso passa a vida de punhos no ar. Esqueçam o tom kelleriano do "Ter Fé Na Cidade". Este livro é mesmo p'rá porrada.

- Houve música importante neste Verão. Destacaria o "Benji" de Sun Kil Moon. O "Benji" é dos melhores discos que já ouvi na vida, ponto final. Estão nele as coisas mais importantes que para mim existem na música: a palavra ser o mais importante, a liberdade formal, a confissão. Quem não gosta do "Benji" não interessa a ninguém.

- Livros também houve. Dois clássicos que vergonhosamente só li agora: "Alice no País das Maravilhas" e "To Kill A Mockingbird". O primeiro ainda merece uma referência no livro sobre o Lutero (a pretexto da sensualização da palavra nos autores protestantes). O segundo é daqueles que se termina com lágrimas. É quando lemos livros como o da Harper Lee que mais uma vez temos a certeza que o poder por trás dele - o poder da palavra - é o poder que nos criou a todos. Que maravilha - só nos dá vontade de louvar o Criador.





Olha aí os Cavacos em grande em Porto Côvo!

terça-feira, setembro 27, 2016

Ouvir

Jesus defende aqueles que já lhe pertencem, ao mesmo tempo que Jesus alcança os que estavam fora para agora estarem dentro do seu amor. Por um lado, damos tudo a trabalhar para aqueles que são nossos. Por outro, damos tudo a trabalhar para os que não são nossos. Não conseguimos explicar totalmente como este paradoxo funciona, mas agimos em função dele.

O sermão de Domingo passado, chamado "A defesa é o melhor ataque", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, setembro 20, 2016

Ouvir

Neemias sabia o que não podia fazer porque sabia o que tinha para fazer. Neemias podia ter aceitado muitos convites agradáveis mas ele sabia que fazer tudo o que podia seria a certeza de nunca terminar o que tinha para fazer. Operamos sob a lógica de Neemias? Neemias tinha um princípio que comandava os seus procedimentos: como sabia o que Deus esperava dele, sabia o que responder às propostas que recebia dos homens.

O sermão de Domingo passado, chamado “Se fazes tudo o que podes, não levas nada até ao fim”, pode ser ouvido aqui.

terça-feira, setembro 13, 2016

Ouvir

A lógica do cristianismo, tirada do próprio exemplo de Cristo não é “o que o outro perde é o que eu ganho” mas “o que eu perco é o que o outro ganha”.

O sermão de Domingo passado, chamado "Ganhar com o que os outros perdem", pode ser ouvido aqui.

quarta-feira, setembro 07, 2016

Ouvir

Não trabalhamos para irritar os outros mas sabemos que a irritação deles pode ser sinal que alguma coisa estamos a fazer bem.

O sermão de Domingo passado, chamado "Dar no duro", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, agosto 30, 2016

Ouvir

Tivemos o privilégio de receber o Pr. Valdemar Kroker na Igreja da Lapa no Domingo passado. O sermão chamado "Não podeis vigiar comigo nem mesmo uma hora?" pode ser ouvido aqui.

terça-feira, agosto 23, 2016

Ouvir

As pessoas que falam consigo mesmas passam frequentemente por maluquinhas. Não é extraordinário que um dos Salmos da Bíblia faça de uma pessoa que fala consigo mesma um exemplo do que a oração também deve ser? David sabe que quando fala com Deus é uma grande oportunidade para falar consigo mesmo.

O sermão de Domingo passado, chamado "Quando falas com Deus, também falas contigo próprio?", pode ser ouvido aqui.